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setembro 3, 2017

O teto furado

João Francisco Neto

“As carreiras mais poderosas encontraram uma forma de receber vantagens”

Na campanha eleitoral de 1989, surgiu no cenário nacional a fulgurante figura do então jovem candidato à presidência da República, Fernando Collor de Mello. O povo, recém-saído do governo militar, e sob o estímulo de uma nova Constituição, via em Collor a esperança de um Brasil novo. Em meio a tantas promessas, o impetuoso candidato, agindo como um D. Quixote caboclo, proclamava-se o “caçador de marajás”.

O marajá era representado pelos funcionários públicos que recebiam salários absurdamente altos, totalmente fora dos padrões de moralidade administrativa e, muitas das vezes, sem trabalhar. Depois de eleito, Collor, de fato, cortou muitos desses salários. Porém, logo viu que as coisas não eram bem assim. Muitos marajás recuperaram na justiça os seus antigos e polpudos vencimentos.

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