Archive for agosto 22nd, 2011

agosto 22, 2011

O Estado a mercê dos consultores privados

A Revista Exame desta semana (edição 998) traz a notícia elogiosa de que o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul vem seguindo um programa de melhoria de gestão (desde 2009) com o objetivo de eliminar desperdícios e tomar mais ágil o atendimento. A assessoria é feita pelo INDG (Instituto de Desenvolvimento Gerencial), comandado pelo ‘guru’ de gestão Vicente Falconi. Os resultados colhidos vão da economia nos gastos de custeio ao aumento da rapidez na distribuição e no julgamento de processos. A racionalização de tarefas teria resultado num ganho de 120 milhões de reais (sic).

Das duas uma: Ou a consultoria é extremamente capaz ou os dirigentes do TJ gaúcho eram muito limitados. 

Presidente do STF elogia. Segundo a reportagem, tal desempenho já repercute em Brasília “As soluções criadas pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul são tão positivas que devem servir de modelo aos demais estados”, diz Cezar Peluso, presidente do Supremo Tribunal Federal e também do Conselho Nacional de Justiça, órgão criado para aprimorar os serviços judiciários. Boa parte da morosidade se concentra nos 93 tribunais estaduais, como os TJs e as cortes trabalhistas, que acumulam 80% do volume de processos do país.

São Paulo e Rondônia copiam modelo. O exemplo gaúcho está se repetindo em estados como São Paulo e Rondônia. O Tribunal de Justiça paulista contratou em janeiro a consultoria do MBC (Movimento Brasil Competitivo), fundada pelo empresário Jorge Gerdau Johannpeter. “Já detectamos oportunidades de ganhos de R$ 82 milhões”, diz Erik Camarano, presidente do MBC. Também em fase inicial, em Rondônia o programa se concentra em diagnóstico e treinamento de pessoal Mas, de acordo com o CNJ, a Justiça dos estados cumpriu menos de 50% da meta de desempenho de 2010. Além da morosidade, o Poder Judiciário peca pela gastança. Recentemente, os ministros do STF aprovaram uma proposta de orçamento que prevê aumentos de seus salários de R$ 26.700 para R$ 30.600, além da construção de um prédio de R$ 4 milhões para a TV Justiça. “Ainda falta muito para a iniciativa do TJ gaúcho se tornar a regra, e não a exceção, na Justiça do país” conclui a reportagem.

Enquanto isso no STF Marco Aurélio Mello ‘atrapalhou’ os planos dos colegas ao pedir vista e adiar o enterro definitivo do pedido de impeachment contra o ministro Gilmar Mendes. 

TeoFranco

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agosto 22, 2011

Serviço Público e Cidadania

Quem de nós nunca se defrontou com um funcionário mal-humorado, atrás de um balcão, com ares de enfado e pouquíssima atenção ao nosso problema? […] Essa tradição de mau atendimento no serviço público remonta à nossa formação ibérica. Boa parte da burocracia do Brasil colonial era comandada por administradores da Corte portuguesa que não tinham nenhum interesse no bom atendimento […] Por outro lado, há funcionários (hoje designados de “servidores públicos”) que se sentem donos de seu cargo e pensam, sinceramente, que só devem obediência a seus chefes, a quem tratam respeitosamente e com zelo, para dizer o mínimo. Para o público, reservam um tratamento distante, frio, ríspido e até grosseiro, às vezes, como se estivessem prestando um favor, e de má vontade. Todos conhecem órgãos públicos em que há funcionários que agem dessa forma […]  Leia o artigo do articulista João Francisco Neto

agosto 22, 2011

A ameaça do ‘Estado leiloado’

Deputado que inspirou personagem de Tropa de Elite 2 está em lista atribuída a assassinos da juíza

Na terça-feira, cinco dias após o brutal assassinato da juíza Patrícia Lourival Acioli, da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, uma informação assustadora foi transmitida ao deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ). Segundo relato feito ao Disque-Denúncia, a morte da juíza teria sido encomendada por três detentos do presídio Ary Franco e, na lista dos criminosos, estariam mais duas pessoas marcadas para morrer: outro juiz, da 4ª Vara Federal de Niterói, e o próprio Freixo […]

Eles só agiram assim porque tiveram facilidade. O Tribunal de Justiça facilitou ao não garantir a proteção que Patrícia queria.

 O presidente do TJ-RJ, Manoel Alberto Rebêlo, insiste em que a juíza não pediu escolta. Não é verdade, e tenho documentos que o comprovam. Patrícia em nenhum momento se negou a ter segurança. Acho um absurdo que, enquanto o País inteiro se escandaliza, no Rio setores do Tribunal de Justiça tentem desqualificar a vítima. Dizer que ela não tinha proteção porque mandou um ofício! É uma vergonha. Só falta dizer que ela se suicidou […] Leia a entrevista completa ao jornal O Estado de S.Paulo

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