As ruínas de um sindicato… memórias de uma categoria

“Tenho ouvido muitas criticas à atuação do nosso sindicato, na pessoa do seu presidente e vice-presidente, por suas condutas omissivas, letárgicas e desestruturantes. Nós escolhemos nossas amizades e os nossos dirigentes têm a liberdade de assim o fazer. Não obstante, o que não pode acontecer é não saber delimitar os espaços, o que necessariamente não resultariaem rompimento. Conversei pessoalmente com o presidente por duas vezes e expus o desconforto da categoria, que esperava uma atitude mais efetiva, mais participativa na busca dos nossos direitos. Engana-se quem pensa que queremos um movimento paredista de supetão. Hoje, já não tenho como contestar o que fora previsto e proclamado pela oposição quando do último pleito eleitoral da nossa instituição […] Cada um tem de entender suas atribuições, negá-las é atirar no próprio pé […] Por definição, pelego é tido como o líder sindical de confiança do governo que garanti o atrelamento da entidade ao Estado. A palavra, que antigamente designava a pele ou o pano que amaciava o contato entre o cavaleiro e a sela, virou sinônimo de traidor dos trabalhadores e aliado do governo e patrões. Logo, quando chamada de pelego, significava que a pessoa era subserviente/servil/dominada por outra, ou seja, capacho, puxa-saco, bajulador. Mas como se pode rotular esse trabalhador que se estremece, que aceita tudo o que o governo quer, sem questionar? Pelego é trabalhador que se deixa montar pelo governo; é o que não consegui reagir frente à humilhação da categoria; é quem não luta por seus direitos, por medo das conseqüências; é o pusilânime que se esconde atrás de desculpas esfarrapadas para justificar a própria covardia; o que não tem coragem de lutar; o que se esconde atrás dos que lutam, aproveitando da peleja alheia como um parasita. Pelego não sabe o significado da palavra solidariedade, é egoísta que não consegue ver nada além de suas próprias e momentâneas necessidades; é aquele que terminada uma assembléia não consegue olhar nos olhos dos seus companheiros, porque se sente uma sub-pessoa, uma não gente, pois lhe falta uma parte essencial a todo ser humano que se preze: o brio, a coragem, o amor próprio, a nobreza de caráter, enfim. Recentemente encontrei amigos do Ministério Público e da Magistratura e me perguntaram o que estava acontecendo com o nosso sindicato. Eu apenas respondi: Um pequeno desvio de rumo. O GPS não está bem conectado com o satélite. Não quero destas ilações acreditar que a presidência da minha entidade seja pelega. Eu quero apenas dignidade, o restabelecimento do crédito construído com muita luta e coragem da nossa categoria”  […]  Leia o novo artigo de Amadeu Robson C. Cordeiro

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