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junho 11, 2011

Charge: Relacionamento político

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junho 11, 2011

Milho aos pombos

AGE I

A bandeira de um novo estatuto obteve maior vigor em 2009, era final de uma gestão conturbada pelo processo de reestruturação da carreira. Foi com um abaixo assinado para convocação de uma AGE para aprovação do Estatuto, que o Grupo GENESI (Grupo de Estudos do Novo Estatuto do Sinafresp) reuniu perto de 1.000 assinaturas. Aqueles que apoiaram a iniciativa ganharam mas não levaram. A AGE não teve quórum mínimo.

Desta vez, a estratégia será diferente, por parte de alguns daqueles que estavam por trás do primeiro movimento para aprovação. Hoje, contam com os 2009’s, que serão o fiel da balança, que poderá possibilitar a aprovação do Novo Estatuto do Sinafresp. A geração Y, ansiosa por ver aprovadas ações efetivas para o fim do Nibá/FuBá, deverá comparecer em massa na AGE II, alavancando o quórum necessário da AGE I para o êxito da antiga bandeira.

Infelizmente, este momento cívico, não teve a grandiosidade que merecia. Sem debate algum, apenas com um endereço eletrônico para receber “propostas e ideias”, ainda assim, o Projeto de Estatuto, que irá ao plenário no próximo dia 18, recebeu uma meia-dúzia de sugestões de emendas. Sem um processo estimulado, mas, cumprindo, apenas, os rigores das formalidades burocráticas, a atual gestão sindical, após 12 meses de atraso, entrará para a história como o patrocinador de um “Novo Estatuto” estéril no que diz respeito ao envolvimento crítico das bases num documento que regerá uma carreira, celeiro de talentos invejáveis, com muito conteúdo a contribuir neste processo. Desta forma, fria e mecânica, deixa-se passar a grande oportunidade de imprimir uma “nova marca” de estimulo à participação classista. Sem nenhum brilho, o momento ficará eternizado na galeria do passado, tão somente numa pálida foto em branco & preto.

AGE II

Os dirigentes de um TIME que pretende participar de uma olimpíada esportiva, começam os preparativos com um bom planejamento tático, convocando os melhores atletas e propiciando um treinamento intensivo dos mesmos, sem esquecer do importante estímulo e motivação da torcida. Caso se apresente sem estes requisitos, dificilmente passará da primeira fase do campeonato.

Da mesma forma, uma entidade classista que pretende atingir as suas metas de reinvindicações em curto prazo, tais como, fim do NiBá/FuBá, Subteto, Lei Orgânica, VPNI, e até mesmo uma simples revisão na Tabela de Produtividade, dificilmente poderia alcançar sucesso, sem divulgar um planejamento político-estratégico definido, sem agregar os talentos internos disponíveis na própria carreira, e sem a energização da categoria em geral.

Uma AGE sem o aquecimento prévio, com debates regionais, integração permanente e comunicação eficaz constante, infelizmente, não iria conseguir provocar mobilização suficiente por muito tempo. Talvez esteja faltado um pouco mais de empenho para que os grandes eventos da categoria, como são as Assembleias Gerais, consigam arrebanhar um número expressivo de participantes.

Com uma liderança positiva já seria difícil convencer os filiados a percorrerem quilômetros dos mais longínquos pontos do Estado, para comparecerem a uma AGE centralizada na Capital, muito mais difícil é, sem receberem qualquer tipo de estímulo. Ao que parece uma outra bandeira eleitoral, da atual diretoria, tão cobrada por parte da categoria na gestão passada, a AGE REGIONAL, também foi relegada ao futuro de Abrantes…

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